Banning coordena então através de comunicações escondidas no interior da Casa Branca, com o Presidente interino Allan Trumbull (Morgan Freeman), juntamente com a chefe dos Serviços Secretos (Angela Bassett), à medida que avança pelo edifício devastado pela guerra, com a missão de salvar o Presidente Benjamin Asher (Aaron Eckhart), assim como descobrir as verdadeiras intenções do grupo terrorista.
Em Assalto à Casa Branca, Fuqua, junta o seu gosto pelo drama de carácter corajoso com um enredo de acção num estilo homem contra exército. Na sua maioria, o emparelhamento foi bem-sucedido, equilibrando as interacções agradáveis e acção brutal para uma história implacável que se articula quase de forma automática, muito rapidamente. A maioria das personagens são clichés políticos, dando espaço para a narrativa central, levando os terroristas ao centro do palco, colocando um obstáculo atrás de obstáculo em frente de Banning. Como resultado, Olympus, ou a Casa Branca, traz recordações de tantos outros filmes do mesmo género, ainda assim, aos fãs do género, consegue oferecer o que querem, patriotas a agitar bandeiras, com muita sagacidade, explosões e machismo.
A configuração Casa Branca/Washington DC acrescenta definitivamente mais intriga ao filme. Disto isto, com o que se passa no mundo real e com as medidas de segurança meticulosas, os cinéfilos mais exigentes vão encontrar problemas com a plausibilidade em certos pontos do enredo, uma vez que o filme leva ao limite a descrença e, ao mesmo tempo, depende fortemente de reviravoltas familiares que os espectadores vão descobrir antes mesmo de acontecerem. Para além disso, cada cena vale a pena, mesmo quando não é uma ideia fresca ou única, os elementos mais rebuscados ainda conseguem dar a quem observa, entretenimento em troca do investimento.
Graças a um desempenho “ridículo” de Gerard Butler, Banning é o principal atractivo do filme. Depois de um ataque explosivo em Washington DC e na Casa Branca, reforçando significativamente, deixando para trás os efeitos especiais, em prol de acção corpo a corpo em cantos escuros dos cenários. Não há muito a falar do carácter de Banning, as suas motivações são simples, estando devastado com a culpa de uma falha do passado, mas a atitude que ele apresenta quando fala com os seus contactos no Pentágono ou quando atormenta agentes terroristas, fornece a abundância de encontros memoráveis, juntando ainda momentos cómicos.
Assalto à Casa Branca segue o género de filme de um homem contra um exército e enquanto Banning se serve de tiroteios explosivos e lutas em carne e osso apresenta uma experiência de acção que vale a pena à medida que abre caminho para a luta final. Em vez de priorizar o seu papel numa missão de resgate multi-facetada, as suas acções carregam um peso legítimo, cada encontro é tenso e os acontecimentos que se desenrolam tornam no numa credível máquina de matar.
A maioria da acção é deixada para Banning (e para os terroristas que ele despacha), mas não esquecendo o lote de personagens de apoio para personalizar o drama pessoal. Como já foi mencionado, alguns dos personagens são baseadas fortemente em figuras politicas e militares estabelecidas que o público já viu em tantos outros filmes, incluindo Angela Bassett como a chefe simpática dos Serviços Secretos ou Dylan McDermott como ex companheiro Dave Forbes, dos Serviços Secretos. Estes personagens trabalham no contexto da história, mas em papéis pálidos em comparação com personalidades muito mais interessants, como Eckhart, o altruísta Presidente Asher ou a inabalável Secretária da Defesa Melissa Leo, como Rith McMillian. Morgan Freeman retoma o seu papel de Presidente Interino que interpretou em Impacto Profundo (Deep Impact), em circunstâncias de Speaker, orador da Casa Branca.
Juntamente com os riscos da história final, juntamente com uma quantidade surpreendente de violência, Assalto à Casa Branca surge como um assunto muito sério mas, ao mesmo tempo, com caricaturas de personalidades conhecidas e com um protagonista forte que coloca o filme em um estranho meio-termo que pode ser desanimador para cinéfilos que não são capazes de separar a realidade da ficção.
Além da descrença que o filme oferece, não existe um ponto principal do enredo, que seja desenvolvido, apenas um, que é descabido no final, matando um dos personagens mais importantes do filme, roubando a oportunidade para desenvolver o drama prometido. Embora o Assalto à Casa Branca não tenha grandes momentos com várias das personagens, o filme entra muitas vezes em desacordo com as ambições de Fuqua, resultando num filme de acção emocionante que administra mal várias ideias centrais da história.
Ainda assim, é um filme de acção imensamente divertido, e muito brutal, ainda assim solitário. Em várias cenas, o filme confirma a existência dos elementos base do género ajudando a remodelar uma história tantas vezes vista através de uma nova abordagem. Alguns pontos da trama e os personagens estão abaixo ou atrapalhados por uma forte dependência do trabalho face às explosões, mas Fuqua, mantém um ritmo acentuado, passando de um momento tenso para outro, raramente permitindo aos espectadores tempo para notar as deficiências do filme.
É claro, que o director tinha intenções ambiciosas para este filme, rumo a um drama com uma personagem inteligente com relevância politica e acção electrizante. Enquanto o filme não chega a cumprir todas as ideias que ele apresenta, destaca-se principalmente por ser um “assalto” cativante e intransigente, onde os momentos de carácter inteligente são apenas um bónus adicional.











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