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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Crítica
Assalto à Casa Branca


O mais recente filme do director, Antoine Fuqua, Olympus Has Fallen – Assalto à Casa Branca, segue Mike Banning (Gerard Butler), antigo agente dos Serviços Secretos que é encarregue de um súbito regresso ao activo, quando uma força hostil ataca a Casa Branca e espalha o caos em Washington DC, abandonando o seu trabalho na tesouraria, Banning envolve-se no meio do ataque, infiltrando-se dentro da Casa Branca devastada, com o nome de código Olympus, antes dos terroristas cortarem quaisquer entradas ou saídas da mesma.

Banning coordena então através de comunicações escondidas no interior da Casa Branca, com o Presidente interino Allan Trumbull (Morgan Freeman), juntamente com a chefe dos Serviços Secretos (Angela Bassett), à medida que avança pelo edifício devastado pela guerra, com a missão de salvar o Presidente Benjamin Asher (Aaron Eckhart), assim como descobrir as verdadeiras intenções do grupo terrorista.


Em Assalto à Casa Branca, Fuqua, junta o seu gosto pelo drama de carácter corajoso com um enredo de acção num estilo homem contra exército. Na sua maioria, o emparelhamento foi bem-sucedido, equilibrando as interacções agradáveis e acção brutal para uma história implacável que se articula quase de forma automática, muito rapidamente. A maioria das personagens são clichés políticos, dando espaço para a narrativa central, levando os terroristas ao centro do palco, colocando um obstáculo atrás de obstáculo em frente de Banning. Como resultado, Olympus, ou a Casa Branca, traz recordações de tantos outros filmes do mesmo género, ainda assim, aos fãs do género, consegue oferecer o que querem, patriotas a agitar bandeiras, com muita sagacidade, explosões e machismo.


A configuração Casa Branca/Washington DC acrescenta definitivamente mais intriga ao filme. Disto isto, com o que se passa no mundo real e com as medidas de segurança meticulosas, os cinéfilos mais exigentes vão encontrar problemas com a plausibilidade em certos pontos do enredo, uma vez que o filme leva ao limite a descrença e, ao mesmo tempo, depende fortemente de reviravoltas familiares que os espectadores vão descobrir antes mesmo de acontecerem. Para além disso, cada cena vale a pena, mesmo quando não é uma ideia fresca ou única, os elementos mais rebuscados ainda conseguem dar a quem observa, entretenimento em troca do investimento.

Graças a um desempenho “ridículo” de Gerard Butler, Banning é o principal atractivo do filme. Depois de um ataque explosivo em Washington DC e na Casa Branca, reforçando significativamente, deixando para trás os efeitos especiais, em prol de acção corpo a corpo em cantos escuros dos cenários. Não há muito a falar do carácter de Banning, as suas motivações são simples, estando devastado com a culpa de uma falha do passado, mas a atitude que ele apresenta quando fala com os seus contactos no Pentágono ou quando atormenta agentes terroristas, fornece a abundância de encontros memoráveis, juntando ainda momentos cómicos.


Assalto à Casa Branca segue o género de filme de um homem contra um exército e enquanto Banning se serve de tiroteios explosivos e lutas em carne e osso apresenta uma experiência de acção que vale a pena à medida que abre caminho para a luta final. Em vez de priorizar o seu papel numa missão de resgate multi-facetada, as suas acções carregam um peso legítimo, cada encontro é tenso e os acontecimentos que se desenrolam tornam no numa credível máquina de matar.

A maioria da acção é deixada para Banning (e para os terroristas que ele despacha), mas não esquecendo o lote de personagens de apoio para personalizar o drama pessoal. Como já foi mencionado, alguns dos personagens são baseadas fortemente em figuras politicas e militares estabelecidas que o público já viu em tantos outros filmes, incluindo Angela Bassett como a chefe simpática dos Serviços Secretos ou Dylan McDermott como ex companheiro Dave Forbes, dos Serviços Secretos. Estes personagens trabalham no contexto da história, mas em papéis pálidos em comparação com personalidades muito mais interessants, como Eckhart, o altruísta Presidente Asher ou a inabalável Secretária da Defesa Melissa Leo, como Rith McMillian. Morgan Freeman retoma o seu papel de Presidente Interino que interpretou em Impacto Profundo (Deep Impact), em circunstâncias de Speaker, orador da Casa Branca.


Juntamente com os riscos da história final, juntamente com uma quantidade surpreendente de violência, Assalto à Casa Branca surge como um assunto muito sério mas, ao mesmo tempo, com caricaturas de personalidades conhecidas e com um protagonista forte que coloca o filme em um estranho meio-termo que pode ser desanimador para cinéfilos que não são capazes de separar a realidade da ficção.

Além da descrença que o filme oferece, não existe um ponto principal do enredo, que seja desenvolvido, apenas um, que é descabido no final, matando um dos personagens mais importantes do filme, roubando a oportunidade para desenvolver o drama prometido. Embora o Assalto à Casa Branca não tenha grandes momentos com várias das personagens, o filme entra muitas vezes em desacordo com as ambições de Fuqua, resultando num filme de acção emocionante que administra mal várias ideias centrais da história.


Ainda assim, é um filme de acção imensamente divertido, e muito brutal, ainda assim solitário. Em várias cenas, o filme confirma a existência dos elementos base do género ajudando a remodelar uma história tantas vezes vista através de uma nova abordagem. Alguns pontos da trama e os personagens estão abaixo ou atrapalhados por uma forte dependência do trabalho face às explosões, mas Fuqua, mantém um ritmo acentuado, passando de um momento tenso para outro, raramente permitindo aos espectadores tempo para notar as deficiências do filme.

É claro, que o director tinha intenções ambiciosas para este filme, rumo a um drama com uma personagem inteligente com relevância politica e acção electrizante. Enquanto o filme não chega a cumprir todas as ideias que ele apresenta, destaca-se principalmente por ser um “assalto” cativante e intransigente, onde os momentos de carácter inteligente são apenas um bónus adicional.


sábado, 4 de maio de 2013

Crítica
Homem de Ferro 3



Iron Man 3, em bom português Homem de Ferro 3, continua a história de Tony stark (Robert Downey Jr.), que, após a batalha de Nova Iorque, em The Avengers (Os Vingadores), continua no lote de super heróis em constante expansão. Incapaz de dormir, Stark dedica-se ao trabalho da construção de novos fatos, pondo-os mesmo à frente dos seus relacionamentos pessoais, incluindo negligenciar a única pessoa que, segundo ele, sem ela, não poderia viver, Pepper Potts, interpretada por Gwyneth Paltrow.

No entanto, é quando o misterioso terrorista, conhecido como O Mandarim (Ben Kingsley no papel) mata cidadãos americanos e acaba por ferir o amigo e, guarda costas de longa data de Stark, mas tudo chega a um novo climax quando, tudo o que Tony tinha, desaparece, destruído pelo Mandarim, incluindo os seus fatos e a sua casa, forçando-o a investigar a ameaça como um homem comum, embarcando numa perigosa missão para por termo à ameaça do Mandarim, provando, ao mesmo tempo que Tony Stark é mais do que apenas a sua armadura do Homem de Ferro.


Seguindo os passos de Os Vingadores, a Marvel Studios tinha uma tarefa difícil pela frente, entregar um lote de histórias de personagens que fossem autónomos, englobando o universo Avengers, sem elevar demasiado a emoção e o impulso gerado pelo épico de 2012 que juntou aquela grande equipa de heróis da Marvel. Assim, Homem de Ferro é o primeiro personagem a entrar em acção pós-Avengers, tendo Shane Black com o filme nas mãos, cineasta conhecido por misturar acção e humor mais personagens memoráveis. Começa então a segunda fase do Universo Marvel, através de uma história inteligente, emocionante e com muito combate à mistura.

Curiosamente, enquanto Black consegue apresentar uma história mais pessoal e íntima de Tony Stark na série até agora, por vezes surge em detrimento da icónica acção que ronda sempre o Homem de Ferro, que os fãs tão acérrimos estariam à espera. Não querendo retirar crédito aos momentos emocionantes que caracterizam a armadura neste filme, mas Robert Downey Jr. gasta uma quantidade significativa de tempo fora da acção, mesmo durante várias partes chave das lutas.


Posto isto, os vilões neste terceiro capitulo, são super soldados com um vírus, Extremis, sendo uma mudança bem-vinda, incluindo lutas com fatos, incluindo Mark 42 (que Stark pode controlar remotamente) acrescentando cenas que serão certamente memoráveis para os amantes, mas também para os recém chegados da banda desenhada. Ainda assim, apesar de Homem de Ferro 3 incluir alguns dos melhores momentos da trilogia, alguns espectadores ficarão desapontados com a relação final entre Tony Stark e a sua armadura.

A história central examina a relação entre Stark e o seu fato de ferro, desta vez, tornando-se um ponto para mostrar o génio, bilionário, playboy e filantropo, sem armadura. Como resultado, os espectadores passam muito tempo a assistir Robert Downey Jr. com as suas frases de marca, disparando-as em todos os sentidos, com alguma vulnerabilidade genuína, especialmente quando combinado com o seu jovem ajudante Harley Keener (Ty Simpkins). Downey, mais uma vez oferece a Stark o seu charme, a sua maneira de ser egocêntrica.

No entanto, enquanto o filme se baseia fortemente nos eventos que incluiem os Avengers, como se de uma muleta emocional se tratasse para a história de Tony Stark, tornando-se assim difícil de entender por parte dos fãs porque não houve qualquer tipo de ajuda ou pelo menos um aparecimento de alguma personagem, ou pelo menos de membros da SHIELD para ajudarem Stark.


Voltando apenas a Iron Man, Pepper Potts, o Coronel James Rhodes (Don Cheadle), ou o guarda-costas amigo Happy Hogan (Jon Favreau), todos oferecem algo de sólido com os seus respectivos personagens, e cada um tem permissão para fazer algo mais neste filme. Cheadle especialmente, ajuda a solidificar o seu lugar no universo cinematográfico da Marvel, com o personagem War Machine, o seu fato, ganhando também ele a luz da ribalta.

No universo Iron Man, entram novos personagens, como o de Ben Kingsley, que apresenta um terrorista cativante, o Mandarim que é inquietante, mas considerando a importância da personagem na tradição da banda desenhada (não mencionando os laços totalmente inexplorados do filme original), assim, fãs dos comics, podem ficar desapontados com o uso do seu vilão favorito. Aldrich Killian (Guy Pearce) não é especialmente uma adição memorável para o lote de personagens da série, mas em uma cena ou outra, torna-se um aspecto satisfatório do filme. 

O filme, é embalado com muitas personagens e enlaces complicados que tiram um pouco o carácter da história que seria relativamente simples, um monte de ideias, e referências da banda desenhada, misturados, mas que resultam algumas das vezes em contribuições valiosas para a história, mas a verdade é que acabam por distrair da história principal que estava já emocionalmente carregada.


Da mesma forma, existem sequências de lutas e explosões simplesmente extraordinárias, mas algumas vezes totalmente sobrecarregadas, tomando o exemplo quando a armadura do Homem de Ferro com explosões por detrás e em vez de se fazer destaque a Tony Stark e aos vários elementos do seu icónico fato, que resultaria certamente numa retenção da retina do espectador de um momento de grande sucesso, que acaba por se tornar num borrão confuso de armadura e explosões.


Na tentativa de manter o mesmo nível de acção de heróis dos Vingadores, Homem de Ferro 3, às vezes, “algema” o seu herói, bem como a sua história, atirando muito do seu estilo para o ecrã, sem ser consciente da descoberta e admiração que fez o primeiro filme de forma tão memorável. Ainda assim, é já um blockbuster para as massas, que inclui um grande número de cenas com acções únicas e com antagonistas que quebram a monotonia, do estilo armadura contra armadura.

Homem de Ferro 3, não é o melhor que a Marvel partilhou das ofertas do seu universo, mas proporciona diversão e emoção suficiente para os fãs do herói e dos recém adquiridos fãs de Os Vingadores.



quarta-feira, 24 de abril de 2013

Crítica
Oblivion - Esquecido


Em Oblivion, Jack Harper, interpretado por Tom Cruise, faz parte de uma tripulação de duas pessoas com a tarefa de proteger os recursos que ainda restam na Terra após uma invasão alienígena que deixou o planeta inabitável. Juntamente com a sua parceira Victoria (Andrea Riseborough), Jack é um técnico encarregado da manutenção dos drones, robôs feitos para a defesa dos mesmos recursos contra os “Scavengers”, os Predadores que supostamente deixaram a Terra nesse estado.

O par é apoiado pela comandante da missão Sally, Melissa Leo no seu papel, que controla as operações a bordo do TET, a estação principal situada na órbita do planeta. O filme começa duas semanas antes do término da missão, Jack e Victoria teriam então recolhido matéria-prima suficiente garantido a sobrevivência humana a longo prazo, sendo que no final destas últimas duas semanas o par se juntaria então aos restantes sobreviventes em Titã, a maior lua de Saturno. Mas é de um momento para o outro quando Jack reparava um dos drones que tinha sido atacado pelos Predadores que se levantam questões sobre a sua missão, ao mesmo tempo que surgem memórias antigas.


Joseph Kosinksi, director de TRON: O Legado, traz a Oblivion a sua experiência em ficção-científica, não sendo estranho algum no mundo da tecnologia futurística e dos efeitos especiais, sendo que neste seu novo original, conta com uma história mais contemplativa, não incluindo apenas acção como cenas memoráveis e o desenvolver da história do princípio ao fim. Trata-se de um equilíbrio intimidante e raro de encontrar, especialmente num projecto que é tão pessoal, sendo que até ao desenrolar dos créditos finais, Kosinski foi o responsável principal de Oblivion, na história inicial, na adaptação do guião e na sua direcção.

Oblivion, conta com uma história cativante, com reviravoltas interessantes e em certas alturas, ainda que por breves momentos, com algum humor e leveza. Os fãs de ficção científica serão capazes de antecipar um pouco o final, principalmente a certa altura em que se torna previsível, ainda que mesmo com estes espectadores experientes a adivinharem o final acertadamente, não deixam de ter a sua recompensa emocional final que seria pretendida.


Aliás, Esquecido, coloca ênfase principalmente na sua personagem principal em praticamente todos os elementos da produção, deixando alguns espectadores que esperariam uma guerra pós-apocalíptica um pouco desiludidos com alguma acção limitada nesse aspecto. Ainda que o filme contemple com muitas cenas de combate interessantes, cada uma com o seu estilo “limpo” e “liso” característico de filmes de ficção-científica, e de quem conhece TRON, nota aí muitas parecenças principalmente nos cenários “limpos”, no entanto, peca por num mundo tão bem construído, falta acção a uma escala maior, equiparando-se com o tamanho de cada cenário. Assim, Oblivion, pega no elemento mistério e anexa ao de ficção-científica, com muita tensão de maneira a manter a audiência envolvida.

Considerando o pequeno elenco, Tom Cruise é o responsável pelos melhores momentos de Oblivion, trata-se de um protagonista simpático e contemplativo que se encaixa dentro do Cruise que nos tem vindo a habituar durante tantos anos, sendo o herói em tantos outros filmes, desta vez, com Jack, decidiu ser um pouco mais delicado, sendo uma personagem mais convidativa.


Mas as estrelas não ficam por aqui, Andrea Riseborough como Victoria, directora de comunicações de Jack e sua única confidente, ao contrário de Jack, está ansiosa para se reunir com os restantes sobreviventes em Titã. Mas em personagens secundárias, e mesmo com um curto papel, Morgan Freeman consegue mais uma vez roubar parte do espectáculo, oferecendo adições significativas para a história de Oblivion, juntamente com Nikolaj Coster-Waldau que tem vindo a crescer ultimamente cinematograficamente, Melissa Leo e Olga Kurylenko, cada um com os seus próprios momentos no centro das atenções.

Kosinski, deve muito do sucesso de Oblivion ao departamento de efeitos especiais, uma vez que trouxeram dois dos mais interessantes elementos para a vida, primeiramente os drones, e uma Nova Iorque do pós-guerra. Os drones, robôs aéreos fascinantes, máquinas de matar, a paisagem, contemplando-se morta, destruída, na guerra, apresentando elementos da sua antiga glória em algumas das cenas mais absorventes do filme, tomando como exemplo, a tocha da Estátua da Liberdade imóvel numa ravina, apresentando-se a meio de uma perseguição de alta intensidade, tornando-se lembretes constantes da destruição causada pelo ataque alienígena.


Oblivion, não é o filme mais emocionante ou a experiência mais inteligente da ficção-científica, fãs de acção poderão ficar desapontados com a quantidade limitada de tiroteios e outras cenas de acção, e os espectadores que procuram mundos de ficção podem encontrar muitos traços familiares. Com um trauma previsível de se revelar, mantem de qualquer forma a criação alucinante que Kosinksi imaginou, o director apresenta um futuro fascinante com visuais ricos e um protagonista intrigante. Oblivion poderia facilmente se ter tornado uma experiência complicada, em vez disso, o filme mantém um foco assente na jornada do personagem de Jack, que felizmente é uma “equipa eficaz” de drama e aventura pós apocalíptica.



terça-feira, 6 de março de 2012

Crítica
A Invenção de Hugo


     Sendo fã de Martin Scorsese, este era, inevitavelmente, um filme obrigatório! Ainda para mais com um trailer que transpirava "fantasia", parecia óptimo, e com uma premissa encantadora que me chamou logo à atenção. Desde então, e desde que o filme estreou pelo mundo fora, tenho visto críticas muito boas, e também muito más, e recentemente, com a "vitória técnica" nos Óscares, alargou a sua fama para um filme tão bom o quanto parecia ser. Infelizmente, não penso da mesma maneira.


     Mas vamos por partes, antes da ida ao cinema, tive sempre no pensamento que este seria um filme de fantasia e, talvez por isso, a minha desconcertante preocupação ao longo do filme, ao mesmo tempo que dizia a mim mesmo que o melhor estava para vir. Hugo Cabret, é um orfão que deambuleia por uma estação de comboios, andando nos "bastidores" mantendo os relógios da mesma a funcionar, à medida que vai evitando um inspector que teima em levar todas as criancinhas que encontra para o orfanato. Ora, a história começa com um autómato que o pai de Hugo "resgata" e tentam concertar, depois da morte do seu pai, o jovem vê na sua obrigação de acabar o trabalho do pai, mas para isso precisa de várias peças e de uma estranha chave em forma de coração.


     Ben Kingsley, é dos nomes mais conhecidos a figurar o elenco, Sacha Baron Cohen faz a sua estreia em filmes deste género, umas pequenas aparições de Sir Christopher Lee, esse "monstro" do cinema, e a estreia de Asa Butterfield deram uma imagem de valor ao filme, e para mim, o melhor deste, foi mesmo as suas actuações. Não deixa de ser uma grande homenagem ao cinema, verdade seja dita, até parece mentira, dois filmes no mesmo ano a homenagearem Hollywood, estou a falar de "O Artista" claro, mas, e como já referi, talvez por ir com outra ideia na cabeça, o filme não me tenha agradado tanto como a muitos outros. A ideia de Scorsese, até é boa, não fosse o realizador que é, e o respeito por que lhe tenho, o mesmo disse, que queria que isto fosse um filme para que os seus filhos pudessem ver, e ao menos nisso, o objectivo está cumprido, e a vitória estava ganha pelos prémios que já arrebatou.


     Não acho que "A Invenção de Hugo" seja um dos melhores filmes do ano, longe disso, acho sim que mereceu os Óscares que ganhou, menos em um, o de melhor efeitos visuais, gostava de perceber em que é que este filme foi melhor em relação aos outros com que competia, "Transformers", "Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2" e "O Planeta dos Macacos: A Origem", como? Só o Caesar seria suficiente para ganhar esse prémio sozinho, mas enfim, isso é tema para outra conversa. Gostei de ver Hugo Cabret, e de como as restantes personagens protagonizaram o seu papel, a história, e isto, na minha mais modesta opinião, era boa, mas não o suficiente para me agarrar ao filme, até pois a meio do mesmo me senti um pouco entediado. O 3D, inédito em Scorsese, apesar de ser interessante, continua a ser mais do mesmo, e falta, é coisa que não faz.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Crítica
Um Homem no Limite


     A primeira vez que vi o trailer de "Man on A Ledge" a primeira coisa que me veio à cabeça foi o filme de Colin Farrell, "Phone Booth - Cabine Telefónica", um filme que se passa maioritariamente no mesmo sítio e com um enredo simples mas eficaz, como o adorei, chamou-me logo à atenção para o ir ver às salas de cinema. A verdade, é que o enredo é bem mais complicado do que aquilo que se faria prever, um homem (Sam Worthinton) é condenado por um crime diz não ter cometido e embarca num "leap of faith" para demonstrar a sua inocência.


     Assim, o que faz é, colocar-se num beiral de um quarto de hotel ameaçando o suicídio se certas condições não forem cumpridas, nada de especial, pois o que lhe realmente interessa, está-se a passar no edifício ao lado, usando esta tentativa de suicídio nada mais que uma distracção. Confesso que esperava outra coisa do filme, mas o que me aguardou foi algo bem melhor, um thriller que sabe o que faz, orienta o espectador através de mudanças inteligentes, algumas esperadas, outras inesperadas, com acção de criar aquele suspense de suster a respiração.


      Todo o motivo desta história, deve-se ao facto de a personagem de Sam, ser condenada por ter roubado um diamante a um magnata interpretado por Ed Harris, e tudo, passa pela tentativa de demonstrar que o diamante ainda se encontra nas mãos do mesmo, e que foi tudo uma estratégia para enriquecer ainda mais, deitando as culpas num coitado qualquer que a justiça moderna só teria de mandar para a prisão. Para mim, este filme só teve um problema, o facto de algumas personagens não servirem para mais nada do que uma certa cena, e depois, desaparecem, sem sequer sabermos o seu desfecho quando os créditos começam a passar.


     A caminhar para o final começa a ficar mais previsível, mas não deixa de entreter, que é o que se pede que um realizador faça quando tem nas mãos grande potencial, Asger Leth não deixou esse potencial cair e elaborou um thriller que apesar de ser um filme "normal" tem o poder que poucos filmes têm hoje em dia, agarrar o espectador até ao final sem o dispersar ou aborrecer.  

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Crítica
Sherlock Holmes: Jogo de Sombras


     Depois do sucesso do primeiro filme, seria de estranhar se Robert Downey Jr. (Sherlock) e Jude Law (Watson) não voltassem para uma sequela, que colocava as expectativas num patamar bem elevado, mas será que este é um caso ao nível de Sherlock Holmes? Indo directamente ao assunto, este Jogo de Sombras é em tudo semelhante ao seu antecessor, com a única diferença a ser o vilão, desta vez o grandioso Moriarty, que, como constam nas histórias, era o arqui-inimigo de Holmes, o seu maior vilão.


     Guy Ritchie, pega nas obras de Sherlock e dá-lhes outro caminho. um caminho mais gozão, mas sem menosprezar a sua magia, um arrogante inigualável que calcula tudo ao mais ínfimo pormenor, desde o que vai suceder nas suas lutas, ao cálculo perfeito em que empurra a recente mulher de Watson borda fora de um comboio em andamento. Por esta altura, já é normal em Holmes todas estas "brincadeiras", mas desde cedo, Jared Harris (Moriarty) se impõe, saindo das sombras para o tal "jogo" com Holmes, com diversos encontros entre duas mentes geniais que, metaforicamente, se debatiam num jogo de xadrez, que no final, ditou o destino de ambos.


     Outra pequena diferença, e digo pequena porque pouco ou nada traz à história, é a troca de "señoritas", sai a amante de Holmes, interpretada por Rachel McAdams, que ainda assim tem os seus 15 minutos, apenas para selar o seu futuro na história, com Noomi Rapace a entrar em cena, com o papel de uma cigana, mas que, nem de novo, nem de velho, se diga, trouxe ao enredo, quase se podia falar em figurismo, não fossem as falas (que nem aí se aproveitam) que tem. Mas, o complemento de Holmes, obviamente, é Watson, Downey Jr. e Law são unha com carne uma vez mais, notando-se bem a amizade tanto fictícia como real a transparecer no filme, Watson é como que o pilar que segura Sherlock em todo o seu caminho.


     Jogo de Sombras é, mais virado para acção, menos pensamento, apesar de "jogadas" bem estruturadas pelo personagem principal, acção essa, que não para desde o início ao fim, são poucos os momentos que o espectador tem para respirar até se ver novamente mergulhado numa sequência de cenas inquietantes, mas bem elaboradas. A história essa, é boa, mas, um pouco atrás da apresentada no primeiro filme, apesar das "manhas" continuarem óptimas, quem viu o primeiro, vai certamente gostar deste, e Guy Ritchie sabe como prender o espectador com um equilíbrio perfeito do ridículo da personagem de Sherlock, da sua sabedoria, acção e até mesmo, emoção. Com o final que teve, espera-se um terceiro capítulo, continuando assim, será muito bem vindo certo? "Elementar, meu caro Watson!"    



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Going the Distance
Resumo Anual 2011


Base de Dados Cinematográfica

#

A
As Viagens de Gulliver (Gulliver's Travels)
A Tempestade (The Tempest) 
A Maldição do Faraó (Les Aventures Extraordinaires d'Adéle Blanc-Sec)
Alpha e Omega (Alpha and Omega)
A Rapariga do Capuz Vermelho (Red Riding Hood)
A Última Noite (Last Night)
Água aos Elefantes (Water for Elephants)
A Minha Versão do Amor (Barney's Version)
A Árvore da Vida (The Tree of Life)
América
A Ressaca - Parte II (The Hangover - Part II)
A Vida, Acima de Tudo (Life, Above All)
A Águia da Nona Legião (The Eagle)
A Melhor Despedida de Solteira (Bridesmaids)
A Conspiradora (The Conspirator)
Angèle e Tony (Angèle et Tony)
Animais Unidos (Konferez der Tiere)
Amigos Coloridos (Friends With Benefits)
Assim é o Amor (Beginners)
Amor, Estúpido e Louco (Crazy, Stupid, Love)
A Casa dos Sonhos (Dream House)
As Serviçais (The Help)
Actividade Paranormal 3 (Paranormal Activity 3)
A Lista dos Ex (What's Your Number)
As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne (The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn)
A Coisa (The Thing)
Alta Golpada (Tower Heist)
A Pele Onde Eu Vivo (La piel que habito)
A Saga Twilight - Amanhecer Parte 1 (Twilight Saga - Breaking Dawn Part 1)
Arthur Christmas
Anónimo (Anonymous)
Alvin e os Esquilos 3 (Alvin and The Chipmunks: Chip-wrecked)
Ano Novo, Vida Nova (New Year's Eve)
A Toupeira (Tinker, Tailor, Soldier, Spy)
Apollo 18 - Missão Proíbida (Apollo 18)

B

C

D

F

G


I





O
O Discurso do Rei (The King's Speech) 
O Dilema - A Verdade Dói (The Dillemma) 
O Exorcismo (La Posesión de Emma Evans)
O Ritual (The Rite)
Os Agentes do Destino (The Adjustment Bureau)
Os Dois da Nova Vaga (Deux de la Vague) 
O Agente Disfarçado: Tal Pai, Tal Filho (Big Momma's: Like Father, Like Son)
O Código Base (Source Code)
Os Gatos Persas (Kasi Az Gorbehaye Irani Khabar Nadareh) 
O Panda do Kung Fu 2 (Kung Fu Panda 2)
O Castor (The Beaver)
O Atalho (Meek's Cutoff)
Os Pinguins do Sr. Popper (Mr. Popper's Penguins)
Os Smurfs (The Smurfs)
O Último Destino 5 (The Final Destination 5)
O Guarda do Zoo (Zookeeper)
O Hospício (The Ward)
Os Olhos de Júlia (Los Ojos de Julia)
O Caçador de Trolls (Trolljegeren)
Os Bem Amados (Les bien-aimés)
O Último Reduto (Ironclad)
O Regresso de Johnny English (Johnny English Reborn)
Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers)
O Barão
O Bom Coração (The Good Heart)
Os Encantos do 6º Andar (Les Femmes du 6ème Ètage)
O Mundo no Arame (Welt am Draht)
O Gato das Botas (Puss in the Boots)
Os Olhos da Guerra (Triage)
O Rei Leão (The Lion King)
O Miúdo da Bicicleta (Le gamin au vélo)
O Diário a Rum (The Rum Diary)
O Deus da Carnificina (Carnage)
O Rebelde Salvador (Machine Gun Preacher)
 
P
Q

R
S

T
U




Y


#


A

A Ressaca Parte II
The Hangover Part II




Classificação: 4/5
Amor, Estúpido e Louco
Crazy, Stupid, Love


Classificação: 4/5 
Actividade Paranormal 3
Paranormal Activity 3


Classificação: 3/5 
As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne
The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn


Classificação: 4.5/5 
A Saga Twilight: Amanhecer Parte I
The Twilight Saga: Breaking Dawn Part I


Classificação: 1/5









B


C

Cisne Negro
Black Swan


Classificação:  4/5
Capitão América: O Primeiro Vingador
Captain America: The First Avenger


Classificação: 2.5/5 









Contágio
Contagion


Classificação: 4/5 
Cowboys & Aliens


Classificação: 2/5










D


E


F


G

Gritos 4
Scream 4


Classificação: 3/5









H

Hereafter - Outra Vida


Classificação: 2/5 
Harry Potter e os Talismãs da Morte Parte II
Harry Potter and the Deathly Hallows Part II


Classificação: 4.5/5









I


J


K


L


M


N


O

O Código Base
The Source Code


Classificação: 4/5 
O Último Destino 5
The Final Destination 5


Classificação: 3/5 
O Regresso de Johnny English
Johnny English Reborn


Classificação: 3.5/5 
O Gato das Botas
Puss in the Boots


Classificação: 3/5


O Turista
The Tourist


Classificação: 3/5









P

Pirata das Caraíbas: Por Estranhas Marés
Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides


Classificação: 4.5/5 
Planeta dos Macacos: A Origem
Rise of the Planet of the Apes


Classificação: 4.5/5 
Puro Aço
Real Steel


Classificação: 4/5









Q


R

Rango


Classificação: 4/5 
 Rio


Classificação: 3.5/5
Retro-Crítica:
Regresso ao Futuro Parte I
Back to the Future Part I


Classificação: 5/5 
Retro-Crítica:
Regresso ao Futuro Parte II
Back to the Future Part II


Classificação: 4/5 
Retro-Crítica:
Regresso ao Futuro Parte III
Back to the Future Part III


Classificação: 3/5








S

Sucker Punch - Mundo Surreal


Classificação: 2.5/5 
Super 8


Classificação: 4/5 
Sem Tempo
In Time


Classificação: 3/5









T

Thor


Classificação: 4/5









The Fighter - Último Round


Classificação: 4.5/5








Trust - Perigo Online


Classificação: 2/5 
Transformers 3
Transformers: Dark of the Moon


Classificação: 3.5/5









U


V


W


X

X-Men: O Inicio
X-Men: First Class


Classificação: 4.5/5









Y


Z

Rubricas


7 de Fevereiro de 2011


Rocky
Tema: Going the Distance
Compositor: Bill Conti


12 de Fevereiro de 2011


The Island - A Ilha
Tema: My Name is Lincoln
Compositor: Steve Jablonsky






19 de Fevereiro de 2011


Halloween
Tema: Theme
Compositor: John Carpenter






26 de Fevereiro de 2011


How To Train Your Dragon - Como Treinares o Teu Dragão
Tema: Forbidden Friendship
Compositor: John Powell
5 de Março de 2011


The Terminator - O Exterminador Implacável
Tema: Theme
Compositor: Brad Fiedel
12 de Março de 2011


The Road - A Estrada
Tema: The Beach
Compositores: Nick Cave / Warren Ellis
19 de Março de 2011


The Kingdom - O Reino
Tema: The Finale
Compositor: Danny Elfman
26 de Março de 2011


Jurassic Park - Parque Jurássico
Tema: Theme
Compositor: John Williams
2 de Abril de 2011


The Lord of the Rings - O Senhor dos Anéis
Tema: Concerning Hobbits
Compositor: Howard Shore
9 de Abril de 2011


Saw - Enigma Mortal
Tema: Theme
Compositor: Charlie Clouser 
16 de Abril de 2011


The Ring - O Aviso
Tema: This is Going to Hurt
Compositores: Hans Zimmer / Henning Lohner / Martin Tillman 
23 de Abril de 2011


Jaws - Tubarão
Tema: Theme
Compositor: John Williams 
30 de Abril de 2011


The Dark Knight - O Cavaleiro das Trevas
Tema: Like a Dog Chasing Cars
Compositores: Hans Zimmer / James Newton Howard
7 de Maio de 2011


Aliens - O Reencontro Final
Tema: Main Title
Compositor: James Horner
14 de Maio de 2011


Star Wars Episode II: Attack of the Clones - A Guerra das Estrelas Episódio II: O Ataque dos Clones
Tema: Across the Stars
Compositor: John Williams 
21 de Maio de 2011


Pirates of the Caribbean - Piratas das Caraíbas
Tema: He's a Pirate
Compositor: Hans Zimmer 
28 de Maio de 2011


Transformers
Tema: Arrival to Earth
Compositor: Steve Jablonsky
4 de Junho de 2011


Invictus
Tema: Breath and Life
Compositor: Audiomachine
11 de Junho de 2011


TRON - Legacy - TRON - O Legado
Tema: Derezzed
Compositores: Daft Punk 
18 de Junho de 2011


Back to the Future - Regresso ao Futuro
Tema: Back to the Future
Compositor: Outatime Orchestra
25 de Junho de 2011


A Nightmare on Elm's Street - Pesadelo em Elm Street
Tema: Theme
Compositor: Charles Bernstein
2 de Julho de 2011


Requiem For a Dream - A Vida Não é um Sonho
Tema: Lux Aeterna
Compositor: Clint Mansell 
9 de Julho de 2011


The Number 23 - O Número 23
Tema: 11:12
Compositor: Harry Gregson-Williams
16 de Julho de 2011


Harry Potter
Tema: Hedwig's Theme
Compositor: John Williams 
23 de Julho de 2011


Miller's Crossing - História de Gangsters 
Tema: Theme
Compositor: Carter Burwell
30 de Julho de 2011


Friday the 13th - Sexta-Feira 13
Tema: Theme
Compositor: Harry Manfredini
6 de Agosto de 2011


Predator - Predador
Tema: Theme
Compositor: Alan Silvestri
13 de Agosto de 2011


Rise of the Planet of the Apes - Planeta dos Macacos: A Origem 
Tema: Off You Go
Compositor: Patrick Doyle
20 de Agosto de 2011


The Shawshank Redemption - Os Condenados de Shawshank
Tema: Shawshank Prison
Compositor: Thomas Newman
27 de Agosto de 2011


The Land Before Time - Em Busca do Vale Encantado
Tema: Whispering Winds
Compositor: James Horner
3 de Setembro de 2011


Final Destination - O Último Destino
Tema: Theme
Compositor: Shirley Walker
10 de Setembro de 2011


The Grudge - A Maldição
Tema: Theme
Compositor: Christopher Young
17 de Setembro de 2011


The Town - A Cidade
Tema: Doug Reflects
Compositor: Harry Gregson-Williams / David Buckley 
24 de Setembro de 2011


Revenge - Vingança
Tema: Dead Texan
Compositor: Jack Nitzsche
1 de Outubro de 2011


Phone Booth - Cabine Telefónica
Tema: The Rifle
Compositor: Harry Gregson-Williams
8 de Outubro de 2011


Il Buno, Il Bruto, Il Cativo - O Bom, O Mau e O Vilão
Tema: The Good, The Bad and The Ugly
Compositor: Ennio Moricone
15 de Outubro de 2011


Pulp Fiction
Tema: Misirlou
Compositor: Dick Dale
22 de Outubro de 2011


Frozen - Pânico na Neve
Tema: Remembrance
Compositor: Andy Garfield
29 de Outubro de 2011


Godzilla
Tema: The End
Compositor: David Arnold
5 de Novembro de 2011


Reign of Fire - Reino de Fogo
Tema: Field Attack
Compositor: Edward Shearmur 
12 de Novembro de 2011


Dragonheart - Coração de Dragão
Tema: The World of the Heart
Compositor: Randy Edelman
19 de Novembro de 2011


Armageddon
Tema: The Launch
Compositor: Trevor Rabin
26 de Novembro de 2011


Indiana Jones
Tema: The Raider's March
Compositor: John Williams
3 de Dezembro de 2011


Sleepy Hollow - A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça
Tema: Introduction
Compositor: Danny Elfman
10 de Dezembro de 2011


The Crow - O Corvo
Tema: Believe in Angels
Compositor: Graeme Revell
17 de Dezembro de 2011


Mission: Impossible - Missão Impossível 
Tema: Theme
Compositores: Adam Clayton / Larry Mullen
24 de Dezembro de 2011


The Nightmare Before Christmas - O Estranho Mundo de Jack
Tema: What's This
Compositor: Danny Elfman

31 de Dezembro de 2011


TOP 5 "Tive de Comprar a Banda Sonora" 2011

1 de Abril de 2011
    [Gridlock - Dirk Beliën]

8 de Abril de 2011
    [Everything Will Be Ok - Don Hertzfeldt]

15 de Abril de 2011
    [Thursday - Matthias Hoegg]

22 de Abril de 2011
    [Interpretation - Lin Oeding]

29 de Abril de 2011
    [In The Air - Martinus Klemet]

6 de Maio de 2011
    [Rolling Bomber Special - Tetsuya Nakashima]

13 de Maio de 2011
    [Tune for Two - Gunnar Jarvstad]

20 de Maio de 2011
    [Matter Fisher - Dave Prosser]

27 de Maio de 2011
    [Sucessfull Alcoholics - Jordan Vogt-Roberts]

3 de Junho de 2011
    [Double Happy - Shahir Daud]

10 de Junho de 2011
    [A Family Portait - Joseph Pierce]

17 de Junho de 2011
    [Zero - Christopher Kezelos]

24 de Junho de 2011
    [Crossover - Fabian Grodde]

1 de Julho de 2011
    [Pencilface - Christian Simmons]

8 de Julho de 2011
    [Crazy Hands - Charlie Graley]

15 de Julho de 2011
    [City Limits - Kris Moyes]

22 de Julho de 2011
    [Ten For Grandpa - Doug Karr]

29 de Julho de 2011
    [Lick the Star - Sofia Coppola]

5 de Agosto de 2011
    [Hands Solo - William Mager]

12 de Agosto de 2011
    [Tim Hamilton - Truth in Advertising]

19 de Agosto de 2011
    [Two Laps - Owen Trevor]

26 de Agosto de 2011
    [Howl - Natalie Bettelheim]

2 de Setembro de 2011

    [Botanica Liberta - Frederic Conil]

9 de Setembro de 2011

    [Portal: No Escape - Dan Trachtenberg]

16 de Setembro de 2011

    [No Deal - Joe Burke]

23 de Setembro de 2011

    [ZomBinLaden - The Axis of Evil Dead - Mork Studio] 

30 de Setembro de 2011

    [Dennis - Mads Matthiesen]

7 de Outubro de 2011

    [In God We Trust - Jason Reitman]

14 de Outubro de 2011
    [The Rules of the Game - Tom Daley]

21 de Outubro de 2011

     [Little Monkey - Delphine Dussoubs]

28 de Outubro de 2011

     [Mourir Après de Toi - Olympia Le-Tan, Simon Cahn, Spike Jonze]

4 de Novembro de 2011

     [Pythagasaurus - Peter Peake]

11 de Novembro de 2011

     [Mobius - Vincent Laforet]

18 de Novembro de 2011
     [Rosa - Jesús Orellana]

25 de Novembro de 2011
     [Le Petit Dragon - Bruno Collet

2 de Dezembro de 2011

     [All My Dreams On VHS - Timothy X Atack]

9 de Dezembro de 2011
     [Dr. Breakfast - Stephen Neary]

16 de Dezembro de 2011

     [Panyee FC: Make THE Difference - TMB Bank]

23 de Dezembro de 2011

     [The Voyagers - Penny Lane]

30 de Dezembro de 2011
     [The Accidental Sea - Ramson Riggs]


  Lançamentos e Artigos
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